segunda-feira, 31 de julho de 2017

ECONOMIA: GRUPO MATEUS SOB INVESTIGAÇÃO NO PARÁ

MP investiga prejuízos causados por atacarejos aos cofres do Estado


  Fotografia:Marcelo Lelis

O procurador-Geral do Pará, Gilberto Valente, quer colocar em pratos limpos a demora, por parte do Governo do Estado, em criar mecanismos legais para impedir que benefícios fiscais - concedidos a pelo menos 10 empresas de “atacarejo” e distribuição em seus Estados de origem - continuem prejudicando o setor supermercadista do Pará. Uma das empresas supostamente envolvidas nessa prática é o Grupo Mateus, com sede no Maranhão.

Além da concorrência desleal, pois as mercadorias chegam ao território paraense com preços superfaturados e com Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na origem de até 2%. Essa prática faz com que o Pará deixe de arrecadar R$ 300 milhões em tributos anualmente, que são transferidos integralmente para outros Estados. Até a próxima sexta-feira (4), o procurador-geral deverá convocar uma reunião com o Governo, supermercadistas, atacadistas e distribuidoras, para tentar encontrar uma solução para esse grave problema.

SUPERFATURAMENTO

As empresas utilizam de créditos de ICMS, concedidos de forma inconstitucional em outros Estados, como por exemplo o Maranhão,, que foi beneficiado por uma lei estadual de 2015. O Governo maranhense estabeleceu o benefício fiscal de pagamento de apenas 2% de ICMS - no Pará, esse valor é de 12% - para centros de distribuição daquele Estado. Detalhe: neste segmento, o lucro líquido apurado é, em média, de 3%. O Grupo Mateus é acusado de envolvimento em sonegação fiscal, fraude tributária e já foi denunciado à Justiça pelo Ministério Público do Maranhão (ver box). A escamoteação dos impostos devidos ao Estado do Pará acontece pelo superfaturamento dos preços de compras e transferências dos produtos com tributação normal de ICMS. Além disso, 90% das mercadorias que abastecem os supermercados e “atacarejos” no Pará vêm do Sul e Sudeste do País, com 7% de crédito de ICMS. Desta forma, empresas estabelecidas em outros Estados compram com 7% de crédito de ICMS e pagam, como no caso do Maranhão, mais 2% estabelecidos pela lei maranhense e remetem de lá para o Pará, através de vendas e transferências, com crédito de 12% de ICMS. Isso gera uma diferença de crédito de 3%, que não é pago a ninguém e que - segundo uma fonte da Secretaria da Fazenda do Pará (Sefa)– é apropriado, por exemplo, por essas empresas nas operações de vendas e transferência de mercadorias.

Para efetivar o esquema de beneficio fiscal, as distribuidoras que atuam no Pará abrem pequenas filiais, a maioria nos município s de Conceição do Araguaia, Marabá e Castanhal. Estas filiais, que sequer recebem produtos na maioria dos casos, servem apenas para que aconteça a troca de notas fiscais das mercadorias, que entram superfaturadas e que, num passe burocrático, viram mercadorias com preços de venda normal de mercado em novas notas, aumentando com isso a margem de lucro destas empresas. Entre as empresas que supostamente se utilizam dessa prática estão: ASE Distribuição; Megaforte Distribuidora; Rede Brasil Distribuidora e Logística; Rio Vermelho Distribuição de Alimentos; Perola Distribuidora e Logística e JC Distribuidora e Logística.

Estados do Piauí e Tocantins reagiram contra perda de ICMS

O mesmo esquema de “elisão fiscal” que hoje o Grupo Mateus e outros “atacarejos” e distribuidores de fora do estado praticam no Pará foi utilizado recentemente nos Estados do Piauí e Tocantins. No entanto, naqueles Estados, ao perceber o rombo nocivo causado pela prática, políticos, empresários locais e o próprio governo se uniram e criaram legislação que impediu que os Estados permanecessem perdendo recurso de ICMS. Ao notar que não poderiam auferir lucros maiores através do esquema fiscal que o caracteriza, muitas empresas decidiram encerrar suas atividades nos 2 Estados. 

O Grupo Mateus foi investigado e denunciado à Justiça do Maranhão pelo promotor Paulo Roberto Barbosa Ramos, da Promotoria de Defesa da Ordem Tributária. De acordo com a denúncia, que foi aceita pela Justiça e que o DIÁRIO teve acesso, o Grupo Mateus se envolveu num sofisticado esquema envolvendo 2 secretários de Fazenda, empresas de informática e até mesmo procuradores do Estado e a então governadora Roseana Sarney.

ESQUEMA

Segundo a denúncia do MP, eram pelo menos 3 as práticas ilícitas cometidas pelo Grupo Mateus dentro da Secretaria de Fazenda do Maranhão. A primeira consistia em permanente renovação de dívidas fiscais que nunca eram pagas. A segunda em apagar dados de fiscalização da secretaria dentro do sistema de informática e por último a compra de precatórios não-tributários abaixo do seu valor que eram dados como pagamento de dívidas fiscais, sem lei específica que permitisse tal prática. Ou seja, a empresa pagava atravessadores por custos bem menores e pagava suas dívidas com os chamados “papéis podres”.


Adnan Demachki é acusado de intervir a favor do Grupo Mateus (Foto: Cristino Martins/Agência Pará)

Secretário estaria intervindo em favor de empresa

Depois de denúncias, a Secretaria de Fazenda do Pará (Sefa) realizou duas fiscalizações no Grupo Mateus. Foram expedidas duas multas que, somadas, chegam a quase R$ 50 milhões. Até o momento nenhuma delas foi paga. Por outro lado, fonte na Sefa revelou ao DIÁRIO que o secretário de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia do Pará, Adnan Demachki, estaria intervindo politicamente em favor da empresa maranhense para que dívida da multa fosse parcelada em 5 anos e que não fossem aplicados nem juros e nem multas a ela. 

O secretário Adnan Demachki é um velho conhecido do Grupo Mateus e foi um dos incentivadores para que ele começasse a operar no Pará, desde quando o grupo integrou um shopping center no município de Paragominas, não coincidentemente cidade no qual Adnan foi prefeito.

Sobre os benefícios fiscais que grupos comerciais de fora do Estado vêm recebendo no Maranhão - supostamente ilegais e que, por conta disso, já estão sendo questionados na Justiça – a Associação Paraense de Supermercados (ASPAS) e a Associação dos Distribuidores e Atacadistas do Estado do Pará (ADAPA), em nota, afirmam que é necessário e importantíssimo que seja mantido o equilíbrio e a livre concorrência no setor supermercadista, de distribuição e de “atacarejo” no Pará.

Para tanto, segundo a nota, “é necessário que todos os envolvidos neste mercado estejam submetidos aos mesmos parâmetros legais e fiscais, o que hoje não acontece no Estado, o que beneficia apenas algumas empresas e retira do povo paraense aproximadamente mais de R$ 300 milhões em impostos não recolhidos anualmente, que poderiam ser revertidos em benefícios sociais e infraestrutura para a carente população do Estado”. 

Por fim, as associações consideram que “a concorrência desleal e a incoerência fiscal que vem sendo adotada em relação a empresas de fora do Estado devem ser reavaliadas, caso contrário percebe-se o risco de queda no recolhimento de impostos e na perda de postos de trabalho, o que seria péssimo para o estado do Pará num momento de crise econômica”. 

IMPORTÂNCIA PARA O ESTADO SUPERMERCADOS

A nota das entidades ASPAS e ADAPA informa também que os setores de supermercados, atacados e de distribuição do Estado contribuem anualmente com R$ 500 milhões em recolhimento de impostos (ICMS) e na sustentação de mais 120 mil empregos diretos no Pará.

(Mauro Neto/Diário do Pará)


sexta-feira, 28 de julho de 2017

BRASIL: QUEM ENTENDE A JUSTIÇA BRASILEIRA?

Brasil: o poste urina no cachorro enquanto a cobra come o próprio rabo
“Os defensores da legalização das drogas – pois “não adianta prender” – vão querer o mesmo para o pai de família que prefere revidar com um revólver a investida do bandido que o ataca quando ele vai buscar o filho na escola?” GOYA, "OS FUZILAMENTOS DE 3 DE MAIO"

Lembro de conversar com um amigo, há muito tempo, sobre um livro que ele lera há pouco e que tratava das características culturais de diferentes povos a partir do ponto de vista da arquitetura. A tese do livro defendia, por exemplo, que a arquitetura de interiores japonesa – materiais levíssimos, como papel, usados em portas e divisórias – era explicada, em parte, pela natureza reservada e discreta do japonês: nenhuma barreira mais grossa seria necessária entre vizinhos, porque eles, por natureza, não ouviam conversas que não lhe diziam respeito. Assim, a discrição e a privacidade não dependiam de mais do que uma fina folha de papel de arroz a dividir cômodos e unidades autônomas. Na Europa, no entanto, os imóveis são diferentes: portas pesadas e grossas paredes são o padrão, como que a atestar que a conversa alheia é “fair game” – e, sendo assim, é necessário proteger a própria privacidade com barreiras condizentes. Não lembro do título e nem do autor do livro, e precisarei recorrer ao amigo em questão para relembrar – foi ele também quem me recomendou, na mesma conversa, duas outras obras: “A Sociedade da Confiança”, de Alain Peyrefitte, e “Bandeirantes e Pioneiros”, de Vianna Moog. Relembrávamos como colegas de escola que tinham feito intercâmbio nos Estados Unidos se maravilhavam com carros deixados abertos e portas destrancadas, e com o fato de, lá, um bombeiro poder ter uma casa com piscina.
A prosperidade de um povo, antes de ser explicada por potencialidades da sua terra e digressões geopolíticas e macroeconômicas, surge de um “pacto civilizacional” feito por ele, um genuíno “trato de viventes”. Como vizinhos que são forçados a conviver pela proximidade de suas casas, civilizações e povos criam, com a sua cultura, as condições em que vão viver. Sem que se discuta a influência de fatores externos, como o geográfico (um ponto importante no livro de Vianna Moog), há um componente de auto-preservação e perpetuação que antecede considerações políticas e econômicas. Antes de se definir as regras mais minudentes sobre produção e circulação de bens e serviços, todos os povos erigiram culturas ao redor dos aspectos mais básicos da existência, dos quais as regras de incidência do ICMS ou a proibição do UBER são um apêndice insignificante. É nas regras sobre casamento, sucessão, servidão de passagem e legítima defesa que se encontra, no direito, as raízes mais profundas de uma civilização. Uma civilização próspera precisa não de boas leis, mas de leis que sejam o reflexo de um bom trato entre viventes – tanto na sua existência, como na sua aplicação e interpretação.
Uma notícia recente me fez pensar, novamente, sobre esses assuntos: um comerciante de Cubatão (SP) reagiu a uma tentativa de assalto, no curso da qual foi baleado, e saiu do hospital direto para a cadeia, porque não tinha porte de arma. Sua esposa também foi presa, pois também “carregou a arma”- no que talvez seja um dos primeiros casos em que duas pessoas são presas pelo porte ilegal simultâneo da mesma arma de fogo. Lendo a surreal notícia, me recordei de um julgamento do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, acontecido em 2015, em que se decidiu que um traficante preso de posse de uma arma de fogo não responderia pelo crime de “porte ilegal”, só pelo de tráfico de drogas, pela seguinte razão:
“Não há dúvida, portanto, que no caso concreto o armamento constituía ferramenta destinada à prática do tráfico, tratando-se de mero instrumento de proteção e guarnecimento da atividade ilícita. O uso da arma de fogo é, contudo, situação que deverá ser avaliada sempre no caso concreto. ”
Com base nisso, o TJRS decidiu que o acusado não deveria responder na modalidade de “concurso material” de crimes – aquele em que as duas penas são computadas autonomamente – mas de “concurso formal”, no qual se agrava a pena de apenas um dos crimes. Eis o trecho da decisão em que essa escolha é justificada:
“Concurso material que prejudica o réu, na medida em que importa duas penas somadas, e não uma exasperada, podendo ainda embasar a manutenção da prisão preventiva e agravar o regime carcerário. ”

Foi isso mesmo que você leu: o Judiciário entendeu que um traficante armado não pode responder pelo crime de porte ilegal de arma para não ser “prejudicado” por “duas penas somadas”, o que “agrava o regime carcerário”. É notável, ainda, que o acórdão tenha consignado que o porte de arma, pelo traficante, era destinado à “proteção pessoal”. A íntegra da decisão pode ser conferida aqui (em PDF). Há aqui uma “pegadinha legal”: o crime de tráfico de drogas possui uma majorante de pena, constante do art. 40, IV, da Lei de Tóxicos – se o crime foi cometido com emprego de arma de fogo, a pena pode ser aumentada de um sexto a dois terços. Assim, seria plenamente justificável que o crime de tráfico “absorvesse” o de porte ilegal de arma, tudo de modo a “não prejudicar” o acusado. Veja bem: o TJRS também decidiu que, se os acusados fossem meros usuários de drogas, aí sim poderiam responder pelo porte ilegal de arma:
“De outro lado, para melhor exemplificar, caso houvesse entendido o representante do Ministério Público estar diante do delito de posse de drogas para consumo pessoal, conduta descrita no artigo 28 da Lei nº 11.343/2006, poderia ter formalizado a acusação também pelo crime descrito no artigo 14, caput, da Lei nº 10.826/2003. Nesse caso, por não se poder presumir o envolvimento do artefato bélico com a prática do tráfico, a individualização das condutas é a melhor medida a ser tomada”.
A pergunta que fica, a essa altura, é uma só: que tratamento vai dar o Judiciário ao comerciante de Cubatão? Ele foi baleado defendendo a si e sua família, mas preso porque não tinha porte de arma – algo que poderia ser considerado, em qualquer lugar medianamente são, uma mera irregularidade administrativa quando se verificasse a legítima defesa. Esse cidadão não precisaria, depois de ser baleado, ir preso – e muito menos sua esposa, ao que tudo indica, presa por ter tocado na arma. A “mensagem” passada por essas prisões é uma só: a mais violenta submissão, seja ao criminoso, seja ao monopólio estatal da violência. Tanto faz: “não reaja” e “ligue 190”. Fora isso, nada. Se a polícia não estiver passando quando você for rendido, faça o favor de morrer quieto.
É claro que, agora, poderíamos voltar à questão do “pacto civilizacional”. O desarmamento não foi uma escolha do brasileiro – pelo contrário: o resultado do referendo foi contrário a ele. Não adiantou, e empurrou-se goela abaixo do país um regime draconiano, de fazer inveja a Franz Kafka, que dificulta a legítima defesa a ponto de torná-la uma ficção legal. Pior: o desarmamentismo está a tal ponto infiltrado no discurso institucional que delegados, juízes e promotores não hesitam em mandar prender quem tenha salvado a própria vida e a de seus familiares de um ataque injusto e criminoso, equiparando o agredido ao agressor. O Estatuto do Desarmamento foi imaginado como uma tática de hegemonia (não à toa implantado no começo do governo Lula) cujo objetivo claro e insofismável é transformar a população em escrava do Estado e refém da criminalidade. Se tivéssemos níveis de criminalidade quase inexistentes, como no Japão, a medida não seria tão insidiosa (embora ainda injustificável), mas somos o recordista mundial de homicídios. Parece, a quem olhe de fora, que desistimos de nós mesmos: criamos as condições de nosso próprio extermínio, nos entregando como cordeiros de sacrifício no altar do progressismo, em nome de “uma boa intenção”, na verdade uma crença pervertida, uma tara ideológica das mais insidiosas que significa, apenas, escravidão.
Fico, por fim, a me perguntar: se cada brasileiro resolver tomar seu próprio destino em suas mãos, ignorar as regras bizantinas do “desarmamento”, e se armar para se defender, a quantidade crescente de prisões resultantes vai gerar, no judiciário e nas faculdades de direito, uma resposta abolicionista, como no caso do tráfico de drogas? Os defensores da legalização das drogas – pois “não adianta prender” – vão querer o mesmo para o pai de família que prefere revidar com um revólver a investida do bandido que o ataca quando ele vai buscar o filho na escola? Até quando vamos acreditar no deus das probabilidades? Espero, sinceramente, que apenas até ontem.
Thiago Pacheco é advogado, pós graduado em Processo Civil e formado em jornalismo. Escreve no Implicante às quintas-feiras.

Publicado por Redação Implicante 

WEB: CLIENTES DO BANCO DO BRASIL RECEBEM SMS FALSO

Vídeo mostra criminoso enviando SMS falso para clientes do Banco do Brasil
O TecMundo recebeu um vídeo exclusivo na manhã desta quinta-feira (27). O vídeo mostra, durante os poucos 17 segundos, o envio de mensagens para 9,3 mil clientes do Banco do Brasil via golpe de phishing.

O golpe do BB Informa, enviado por SMS se enquadra em phishing
Faz tempo que o golpe do "BB Informa" está rolando via mensagens SMS. Como ele acontece: clientes do Banco do Brasil recebem mensagens no celular que indicam um agendamento de saque ou algum bloqueio em conta. No caso que você acompanha hoje, o SMS falso dizia: "BB Informa: seu acesso foi bloqueado por motivos de segurança, para fazer o desbloqueio acesse bit.ly/xxx".
O golpe do BB Informa se enquadra em phishing. Caso você não saiba, phishing é um dos métodos de ataque mais antigos, já que "metade do trabalho" é enganar o usuário de computador ou smartphone. Como uma "pescaria", o cibercriminoso envia um texto indicando que você ganhou algum prêmio ou dinheiro (ou está devendo algum valor) e, normalmente, um link acompanhante para você resolver a situação. A armadilha acontece quando você entra nesse link e insere os seus dados sensíveis — normalmente, há um site falso do banco/e-commerce para ludibriar a vítima —, como nome completo, telefone, CPF e números de contas bancárias.
Para não cair nesse tipo de golpe, você precisa ficar atento aos links recebidos e ao remetente — não clicar em endereços recebidos de contatos desconhecidos é a máxima. Além disso, se você está com uma dúvida, não insira os seus dados pessoais sem checar com outra pessoa, pode ser amigo ou familiar. Em último caso, procure o site oficial de seu banco e entre em contato.
No vídeo, não há indicações de que os 9.323 clientes do Banco do Brasil caíram no golpe
O vídeo recebido pelo TecMundo mostra o envio de phishing para 9.323 clientes do Banco do Brasil. O cibercriminoso comenta o seguinte: "Vamos aí, rapaziada, fazer spam esse mês. Vamos que vamos. Nove mil agora, depois fazer mais 10 mil, mais 20 mil, estou vendo só os BB, só 61 agora".
Agora, você acompanha o pequeno recorte da atividade de um cibercriminoso. Com esses dados em posse, tipos subsequentes de golpes podem ser realizados — e você saberá mais sobre isso em breve, aqui no TecMundo.
Posicionamento Banco do Brasil
"O Banco do Brasil informa a seus clientes que não liga ou envia mensagens ou links solicitando senhas dos clientes, e também orienta a NÃO fornecer, informar ou digitar as senhas em ligações ou links recebidos. 
O cliente, ao receber um SMS, e-mail ou qualquer mensagem deve atentar para o seu remetente, e principalmente, NÃO informar ou digitar senhas, cartões ou dados pessoais. O Banco do Brasil NÃO envia mensagens ou links solicitando senhas dos clientes. O cliente deve enviar essas mensagens para o e-mail ABUSE@BB.COM.BR.  
Caso o cliente receba uma ligação telefônica e nela sejam solicitadas suas senhas, deve desligar o telefone e procurar uma agência ou caixa eletrônico para alterá-las, mesmo que não as tenha informado. Outra opção é ligar, a partir do seu próprio telefone, para o número 4004-0001 para confirmar a veracidade da ligação anterior.
Caso o cliente informe ou digite senhas ou alguma outra informação pessoal em algum link, página ou em ligação suspeita, ele deve procurar imediatamente uma agência ou caixa eletrônico para alterar suas senhas. 
Essas orientações são objeto de ações periódicas nas principais redes sociais, utilizando imagens, animações e arquivos de vídeos, nos quais informamos os principais modus operandi dos fraudadores, e damos dicas de prevenção. Buscamos tempestividade na resposta aos ataques dos golpistas, de forma a conscientizar não só os nossos correntistas, mas todos os usuários que frequentam as fan pages do Banco do Brasil nas redes sociais.
Nossos clientes também são orientados a baixar nosso app apenas das lojas oficiais, Google Play, Apple Store e Windows Store, assim como manter as configurações de segurança originais de seus smartphones. 
Além disso, o Banco do Brasil mantém estrutura de especialistas para avaliar cenários e identificar ameaças, desenvolvendo e disponibilizando informações, orientações e soluções de segurança gratuitas aos clientes, como o BB Code, biometria e módulo de segurança. Também mantém monitoração diuturna das transações realizadas em canais de autoatendimento e, identificada alguma transação incompatível com o comportamento do cliente, promove o bloqueio da conta e contata o cliente para verificar a legitimidade da transação.
No caso do cliente identificar alguma transação não reconhecida, ele deve contatar imediatamente o Banco pelo número 4004-0001, ou comparecer numa agência para registrar a contestação da transação e realizar a troca de suas senhas."


quinta-feira, 27 de julho de 2017

COMPORTAMENTO: ESTABELECENDO LIMITES FAMILIARES

Cortando o cordão umbilical: Os problemas de sua família não são seus
Por

A família é nosso primeiro meio social, é onde construímos e nutrimos nossas primeiras relações e também onde iniciamos nosso desenvolvimento do Eu. Os vínculos costumam se desenvolver de forma intensa, por vezes nos tornando cuidadores e defensores de nossa família.
Acontece que muitas vezes esses laços se constituem de forma a não estabelecer limites a essas relações, tornando-as disfuncionais.
“Uma família disfuncional é aquela que responde as exigências internas e externas de mudança, padronizando seu funcionamento. Relaciona-se sempre da mesma maneira, de forma rígida não permitindo possibilidades de alternativa. Podemos dizer que ocorre um bloqueio no processo de comunicação familiar.” (Revista Boa Saúde)
https://t.dynad.net/pc/?dc=5550003218;ord=1501170006447Em muitos casos um familiar responsabiliza-se por resoluções de problemas e conflitos que não deveriam ser de sua preocupação.
Veja alguns que estão recentes em minha mente.
1. Filho que assumiu a posição de ‘chefe da casa’ após separação conturbada dos pais. Além de cuidar de si e de suas questões ‘adolescentes’, o filho sente-se na obrigação de cuidar da mãe e educar o irmão mais novo;
2. Filho de pais que vivem em meio a separações e ameaças de divórcio. O filho vira mecanismo de reconciliação/separação do casal, sendo peça fundamental para que um ciclo briga-separa-volta se mantenha a todo vapor;
3. Filha mais velha e adulta sente-se responsável por dar suporte a sua mãe (que criou a filha parte da infância sozinha), seja financeira ou emocionalmente. Tornando-se refém dos problemas da mãe, que são normalmente resolvidos pela filha ou não resolvidos para se manter esse tipo de relação;
4. Irmã que sente-se responsável por cuidar dos irmãos e já na fase adulta continua a resolver os conflitos e arcar com despesas financeiras dos irmãos;
5. Mãe que, apesar dos filhos já serem adultos e estarem casados, sente-se responsável por conduzir a vida dos filhos e assumir despesas e responsabilidades deles;
Ao expor os exemplos acima não me refiro a situações isoladas ou casos específicos. Me refiro a ciclos repetitivos que adoecem as relações e sobrepõem responsabilidades individuais, transferindo-as ao outro.
Em casos como os já citados todos têm prejuízos em suas vidas. Uma pessoa sobrecarrega-se, outra não amadurece, mantendo uma relação imatura, sem espaço para desenvolvimento com intuito de melhora.
Para alguns pode ser visto como prova de amor, mas não. Amor baseia-se em troca, respeito mútuo e limites. Estipular limites sim é uma prova de amor, amor ao outro e a si mesmo.
Normalmente quem se encontra neste tipo de situação enfrenta dificuldade em romper com o ciclo vicioso que retroalimenta, no entanto, é extremamente necessário que o indivíduo entenda o papel que vêm exercendo e o que o motiva a manter-se nessa posição (normalmente há algum ganho ou enrijecimento por um ganho do passado).
A consciência do funcionamento familiar já é de grande valia já que muitas pessoas vivenciam essas situações sem nem ao menos perceber que algo está disfuncional, mesmo em casos em que haja sofrimento manifesto.
Em alguns casos uma conversa com alguém fora da família, como um amigo, poderá alertar e alterar o status da família. Outras vezes o processo terapêutico se faz necessário.
O processo terapêutico individual por si só já provocará desdobramentos no lidar deste individuo com seus familiares.
Agora se o processo terapêutico for familiar, ou seja, todos os membros da família participarem, o processo poderá ser muito mais rápido, pois os conflitos referentes ao envolvimento e mecanismo familiar serão resolvidos por todos juntos, além de propiciar que todos entendam seu papel no funcionamento da família, possibilitando, assim, a escolha de permanecer retroalimentando os laços disfuncionais ou reescrevendo novas formas de organização e arranjo familiar.

quarta-feira, 26 de julho de 2017

MITOLOGIA: OS ÍNDIOS E SUAS DIVINDADES

Quais são os principais deuses da mitologia indígena brasileira?
Além dos tupis e dos guaranis – dois dos grupos mais importantes –, ianomâmis, araras e dezenas de outros povos deixaram um legado mitológico
Por Danilo Cezar Cabral
ILUSTRAS: Danyael Lopes

deuses indígenas abre

À época da chegada dos colonizadores europeus, os mais de mil povos indígenas que viviam por aqui já tinham um rico e variado panteão de divindades, todas em estreita ligação com as forças da natureza. Além dos tupis e dos guaranis – dois dos grupos mais importantes –, ianomâmis, araras e dezenas de outros povos deixaram um legado mitológico que permanece vivo até hoje entre os mais de 450 mil índios que habitam nosso território.

·         DEUSES TUPI-GUARANIS

 Tupa Jaci Guaraci

TUPÃ
Chamado de “O Espírito do Trovão”, Tupã é o grande criador dos céus, da terra e dos mares, assim como do mundo animal e vegetal. Além de ensinar aos homens a agricultura, o artesanato e a caça, concedeu aos pajés o conhecimento das plantas medicinais e dos rituais mágicos de cura

JACI
É a deusa Lua e guardiã da noite. Protetora dos amantes e da reprodução, um de seus papéis é despertar a saudade no coração dos guerreiros e caçadores, apressando sua volta para suas esposas. Filha de Tupã, Jaci é irmã-esposa de Guaraci, o deus Sol

GUARACI
Filho de Tupã, o deus Sol auxiliou o pai na criação de todos os seres vivos. Irmão-marido de Jaci, a deusa Lua, Guaraci é o guardião das criaturas durante o dia. Na passagem da noite para o dia – o encontro entre Jaci e Guaraci –, as esposas pedem proteção para os maridos que vão caçar.

Ceuci Anhangá Sumé
CEUCI

Protetora das lavouras e das moradias indígenas, Ceuci foi comparada pelos colonizadores católicos à Virgem Maria, por ter dado à luz de maneira milagrosa: seu filho, Jurupari – espírito guia e guardião –, nasceu do fruto da cucura-purumã (árvore que representa o bem e o mal na mitologia tupi)
ANHANGÁ

Inimigo de Tupã, Anhangá é o deus das regiões infernais, um espírito andarilho que pode tomar a forma de vários animais da selva. Apesar de ser considerado protetor dos animais e dos caçadores, é associado ao mal. Se aparece para alguém, é sinal de desgraça e mau agouro
SUMÉ

Responsável por manter as leis e as regras, Sumé também trouxe conhecimentos como o cozimento da mandioca e suas aplicações. Em virtude da desobediência dos indígenas, Sumé um dia partiu – saiu caminhando sobre o oceano Atlântico, prometendo voltar para disciplinar os índios
·         DIVINDADES DE OUTRAS TRIBOS

Akuanduba Yorixiriamori

AKUANDUBA

Trata-se de uma divindade dos índios araras, da bacia do Xingu, no Pará. Rigoroso, Akuanduba tocava sua flauta para trazer ordem ao mundo. Um dia, por causa da desobediência dos seres humanos, eles foram lançados na água. Os poucos sobreviventes tiveram que aprender do zero como dar continuidade à vida
YORIXIRIAMORI

É um personagem do mito da “árvore cantante” dos ianomâmis. Com seu belo canto, Yorixiriamori deixava as mulheres encantadas, o que acabou despertando a inveja nos homens, que tentaram matá-lo. O deus fugiu sob a forma de um pássaro, e a árvore cantante sumiu da Terra.
Yebá Bëlo Wanadi
YEBÁ BËLÓ

A “mulher que apareceu do nada” é a figura principal no mito de criação dos índios dessanas, do alto do rio Negro (fronteira Brasil-Colômbia). De sua iluminada morada de quartzo, Yebá Bëló criou todo o Universo – os seres humanos surgem a partir do ipadu (folha de coca) que ela mascava
WANADI

Deus dos iecuanas, povo da divisa Brasil-Venezuela, Wanadi criou três seres para gerar o mundo. Porém, os dois primeiros fizeram um erro e acabaram criando uma criatura deformada, que representa o lado ruim da vida (fome, doenças, morte). Coube ao terceiro ser, então, concluir com sucesso o ato da criação
O INÍCIO E O FIM DE TUDO

Para os arauetés, do médio Xingu (PA), um marido indignado criou o mundo
historia indígena1
1. Triste com um insulto da esposa, o deus Aranãmi começa a cantar e tocar seu chocalho. Com isso, cria o solo terreno e mais três níveis: dois celestes e um subterrâneo, com um rio e suas ilhas

2. Alguns homens sobem até o primeiro nível celeste e se tornam seres divinos. Outros se elevam ainda mais, indo morar na segunda camada, o Céu Vermelho

historia indígena2

3. O solo então se rompe. Os homens caem no rio subterrâneo e quase todos são devorados por uma piranha e um jacaré gigantes. Os que escapam ficam vivendo nas ilhas

4. Quando um habitante das ilhas morre, sua alma se divide em dois espíritos: um vaga por certo tempo pela terra; o outro fica na primeira camada celestial, em contato com os deuses

historia indígena3

5. De acordo com o mito, um dia a camada celeste se romperá. A partir daí, os seres humanos e divinos ficarão misturados e não haverá diferença entre o mundo dos mortos e o dos vivos


segunda-feira, 24 de julho de 2017

EDUCAÇÃO: SEU FILHO PODE AJUDAR EM CASA. DESCUBRA COMO!

A Tabela Montessori: tarefas que seu filho pode fazer sozinho e em que idade

Nesta postagem trago para vocês a Tabela Montessori: descubra quais as tarefas que seu filho pode fazer sozinho e em que idade.

A Tabela Montessori: descubra quais as tarefas que seu filho pode fazer sozinho e em que idade
A Tabela Montessori: descubra quais as tarefas que seu filho pode fazer sozinho e em que idade

Como sempre acontece na educação, existem partidários fiéis e detratores da pedagogia de Maria Montessori. Muitos afirmam que a educação, como está estruturada hoje, não vê como viável a metodologia da famosa educadora italiana do século XIX e início do século XX. Para ela, a escola não é apenas um espaço para um professor transmitir conhecimentos de forma direta. Maria Montessori argumentou que a criança irá desenvolver suas próprias habilidades, de uma forma mais livre, a partir de materiais de ensino especializados.
As salas de aula teriam alunos de diferentes idades, onde as próprias crianças seriam livres para escolher o material com o qual querem trabalhar e expandir suas habilidades de forma mais independente. Eles próprios definiriam seus ritmos de aprendizagem de acordo com suas particularidades, envolvidos sempre em um contexto menos rígido, onde as lousas não seriam tão importantes e as crianças teriam a liberdade de movimento na sala de aula.
A perspectiva pedagógica de Maria Montessori teve um impacto global e renovou muitos métodos educativos realizados até então, a ponto de “chocar” os setores do ensino clássicos e mais conservadores.
Hoje, este método que enfatiza, acima de tudo, a liberdade de aprendizagem e a responsabilidade do próprio aluno no processo de aquisição de novos conteúdos, não é apreciado na maioria das instituições. Podemos encontrar este método em algumas escolas particulares onde são trabalhadas muitas dessas estratégias interessantes, mas a pedagogia de Montessori não é o pilar da nossa educação atual (pelo menos não no Brasil).
Agora, neste ponto, você pode se perguntar: Onde foi parar o papel das mães e dos pais na educação dos filhos? Era importante? Era e continua sendo vital. O apoio, a orientação e o cuidado dos pais são fundamentais para educar crianças felizes, adultos independentes e boas pessoas no futuro.
A seguir, deixamos 15 dos princípios enunciados por Maria Montessori.
v Lembre-se sempre de que a criança aprende com o que está ao seu redor. Seja seu melhor modelo.
v  Se você critica muito o seu filho, a primeira coisa que ele aprende é julgar.
v  Por outro lado, se você o elogia regularmente, ele vai aprender a valorizar.
v  O que acontece se você mostrar a sua hostilidade à uma criança? Ela vai aprender a brigar.
v  Se for ridicularizada com frequência, a criança se tornará uma pessoa tímida.
v  Ajude seu filho a crescer se sentindo seguro em todos os momentos, e ele aprenderá a confiar.
v  Se você menospreza o seu filho frequentemente, um sentimento muito negativo de culpa irá se desenvolver nele.
v  Faça seu filho ver que as ideias e opiniões dele são sempre aceitas, assim, ele se sentirá bem consigo mesmo.
v  Se a criança vive em uma atmosfera onde se sente cuidada, integrada, amada e necessária, aprenderá a encontrar o amor no mundo.
v  Não fale mal de seu filho nem quando ele está perto e nem quando está longe.
v  Concentre-se no fato de que seu filho está crescendo e se desenvolvendo da melhor forma possível. Valorize sempre o lado bom da criança, para que nunca haja espaço para o mal.
v  Sempre ouça ao seu filho e responda quando ele se aproximar de você com uma pergunta ou um comentário.
v  Respeite seu filho, mesmo que ele tenha cometido um erro. Apoie-o e corrija-o, agora ou talvez um pouco mais tarde.
v  Você deve estar disposto a ajudar seu filho se ele estiver a procura de algo, mas também deve estar disposto a deixá-lo encontrar as coisas sozinho.
v  Quando falar com o seu filho, faça-o sempre da melhor maneira. Ofereça a ele o melhor que há em você.
Todos nós queremos que os nossos filhos se tornem adultos responsáveis e educados. No entanto, a maioria dos pais passa o dia a limpar a bagunça de suas crianças. Se elas não forem ensinadas desde muito cedo a ajudar nas tarefas, dificilmente o farão quando crescerem.
Ainda hoje muitos pais seguem as ideias de Maria Montessori  para educar com sucesso as crianças usando a lógica, o bom senso e a calma. Assim, os filhos conseguem desenvolver uma personalidade harmoniosa e equilibrada.
Para conseguir isso, a escola Montessori criou uma tabela de tarefas de acordo com a idade de cada criança.
A maioria são afazeres domésticos. O cumprimento destas tarefas irá ajudar os mais pequenos a desenvolver o seu pragmatismo, habilidades motoras e experiência sensorial, fazendo-os sentir úteis e importantes:
 “QUANDO UMA CRIANÇA SE SENTE CONFIANTE, ELA DEIXA DE BUSCAR A APROVAÇÃO DOS ADULTOS A CADA PASSO”. MARIA MONTESSORI