terça-feira, 13 de setembro de 2016

REDES SOCIAIS: VOCÊ RESPEITA O SEU LIMITE?

REDES SOCIAIS E OS PERIGOS DE NÃO SE TER 
UM LIMITE

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A internet nos permite transportar para um mundo digital toda a realidade a qual vivemos no mundo físico, só que com uma grande diferença, nesse novo universo possuímos muito mais liberdade do que estamos acostumados a usufruir fora dele. O problema é que essa liberdade, em muitos momentos, causa uma sensação de impunidade nos fazendo acreditar na enorme falácia de que lá tudo é permitido.
Na última semana, a imprensa portuguesa noticiou em seus principais veículos de comunicação um caso em que o Tribunal de Relações, da cidade de Évora, proibiu pais de divulgarem fotos da filha, uma criança de 12 anos, em redes sociais. Sob a justificativa de que “Na verdade, os filhos não são coisas ou objetos pertencentes aos pais... São pessoas e consequentemente titulares de direitos.”, os desembargadores ratificaram uma decisão que já havia sido imposta em primeira instância pelo Tribunal de Setúbal.
Nesse caso específico, a determinação foi motivada principalmente pela condição vivida pelos pais naquele momento. Separados e com uma relação conflitante, o pai discordava do fato da mãe compartilhar imagens da filha no Facebook.
A situação, até certo ponto incomum, não só causou espanto nos portugueses, como serviu também para levantar uma série de discussões sobre o uso das redes sociais no país. Enquanto uns se mostraram a favor da decisão judicial com o argumento de que “É triste terem de serem os juízes a fazer aquilo que manda o bom senso. Deveria ser uma atitude normal de pais responsáveis, separados ou não.”, outros discordavam dizendo “De novo a estatização da família. Será que estes pais, por estarem separados, tenham que ver os seus direitos diminuídos por lei?”.
Discordâncias a parte, podemos tranquilamente trazer essa discussão para nossa realidade e analisarmos se a maneira com que usamos nossas mídias sociais é a mais correta e sensata possível, visto que, desde que a acessibilidade da internet tornou-se um bem real em nosso território, nos tornamos um dos países com mais adesão às redes sociais no mundo. Diante dessa constatação, a pergunta a qual todos nós devemos responder é: Qual é o meu limite nas redes sociais?
É importante entender que a palavra limite, mencionada acima, não corresponde necessariamente a um limite temporal, ainda que esse seja um detalhe que também valha um amplo debate. Neste caso o limite referido é o exposicional, aquele que, quando colocado em prática, colabora para a nossa preservação pessoal.
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A internet nos permite transportar para um mundo digital toda a realidade a qual vivemos no mundo físico, só que com uma grande diferença, nesse novo universo possuímos muito mais liberdade do que estamos acostumados a usufruir fora dele. O problema é que essa liberdade, em muitos momentos, causa uma sensação de impunidade nos fazendo acreditar na enorme falácia de que lá tudo é permitido.
Entretanto, ainda que transformemos essa inverdade em uma verdade, se conseguirmos entender que pensamos de maneira distinta uns dos outros, e que assim sendo, o conceito de permissível pode variar de uma pessoa para outra, isso apenas deveria reforçar ainda mais nossos motivos para nos resguardarmos.
Até porque, se colocarmos em uma espécie de fórmula matemática os elementos, exposição exagerada + ambiente sem limites + pessoas que pensam diferentes, com certeza o resultado final não será nada agradável. Por isso evitar uma exibição desnecessária em um ambiente onde estamos cercados de desconhecidos torna-se um importante aliado na preservação da nossa intimidade.
Na verdade, o que parece às vezes é que, a ideia de que as redes sociais podem dar um status de popularidade que anteriormente não se alcançava, causa um tipo de empolgação incontrolável no brasileiro, a ponto de fazer-lhe perder a noção do perigo, não se importando com as consequências, contanto que se atinja, ainda que por pouco tempo, essa tão desejada popularidade.
Por exemplo, o Twitter lançou esse ano um aplicativo chamado Periscope, a ferramenta permite ao usuário fazer transmissões ao vivo através do celular e tablet. Poucos dias após ser liberado para o Brasil, o app já tinha milhares de usuários e hoje é possível assistir lives (como são chamadas as transmissões) de todos os gêneros.
Assim como em outras redes, no Periscope o usuário também desfruta de uma demasiada liberdade, causando uma produção excessiva de conteúdo impróprio a qual qualquer pessoa tem acesso facilmente. Uma complicação ainda maior surge quando se percebe que boa parte desse conteúdo é oferecido por adolescentes que estão empenhados na busca de um possível reconhecimento popular. E assim, incentivadas por centenas de pessoas que os assistem no momento, a maioria não se priva do exibicionismo para ganhar likes e seguidores.
Sabemos que tal situação não é exclusividade do Periscope. Tudo isso já aconteceu em extintas redes como, Orkut e MSN, e ainda acontece no Facebook, Twitter, Snapchat, e todas as outras a qual conhecemos. Fica evidente, assim, que o problema não está em uma rede social em si, mas sim, na maneira com que utilizamos a liberdade que casa uma delas nos dá.
Por conta disso, se faz necessário, sempre que utilizarmos uma dessas redes, fazermos uma minuciosa reflexão sobre a questão levantada a uns parágrafos atrás: Qual é meu limite nas redes sociais? O limite deve ser sempre aquele que irá te proporcionar a utilização das redes sociais de uma maneira consciente, para que sua integridade, física ou moral, jamais seja ferida.
  
bruno


BRUNO VICENTE

Como já dito antes, acredito que todos temos a capacidade de voar, ainda que com asas diferentes. As minhas asas são as palavra, que ao escrevê-las, me permitem viajar o quão longe desejado for. . .

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