sexta-feira, 29 de julho de 2016

LULA NA ONU: OFENSA AO POVO BRASILEIRO

Lula errou ao recorrer à ONU para 

tentar escapar do juiz Sérgio Moro
João Amaury Belem

Lula aparece assim na matéria do “The Telegraph”
O jornal inglês “The Telegraph” publicou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou uma petição para as Nações Unidas alegando abuso de direitos humanos por seu próprio país, para evitar uma possível prisão às vésperas dos Jogos Olímpicos. A reportagem menciona que Lula é apontado como suspeito na investigação da Operação Lava Jato e por isso pediu ajuda ao advogado Geoffrey Roberston QC, um grande defensor inglês dos direitos humanos, que está tentando libertar o jornalista australiano Julian Assange, asilado há anos na embaixada do Equador em Londres.
Na quinta-feira de manhã, Robertson preencheu uma petição em Genebra detalhando a violação do Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos e denunciou abuso de poder cometido pelo juiz Sérgio Moro, que encabeça as investigações. Geoffrey disse ao jornal: “Lula está trazendo esse caso para a ONU porque ele não consegue justiça dentro do seu país.”
Onde já se viu um ex-presidente da República contratar um advogado inglês para defendê-lo em Genebra, denunciando a Justiça brasileira no exterior? Lula acha que pode desmoralizar o Poder Judiciário brasileiro através de processo perante a Corte Internacional de Direitos Humanos? Ora, isso é apenas desespero, na certeza de que será condenado pela Justiça brasileira.
SEM POSSIBILIDADE DE ÊXITO
Jorge Béja

Lula tomou uma decisão insensata e sem a menor possibilidade de êxito. As decisões do Conselho de Direitos Humanos da ONU são administrativas e declaratórias. A elas se sobrepõe a soberania da Justiça brasileira e de qualquer outro país. Mais ainda os países democráticos. Acusar o juiz Moro chega a ser um crime contra a honra do magistrado, e com a agravante da repercussão internacional.
Ir ao Conselho reclamar contra a lei que permite a delação premiada chega a ser um gesto ridículo e tresloucado. Trata-se de legislação nacional que se submeteu ao rigor da Constituição Federal para se tornar lei. Se ela fere direito(s) fundamental(ais) da pessoa humana, que se recorra ao Supremo Tribunal Federal para que seja declarada inconstitucional.
E mais: condução coercitiva, prisões provisórias, sejam temporárias ou preventivas, estão previstas no Código de Processo Penal. Se a autoridade judicial cometeu abuso ao decretá-las, deve o prejudicado recorrer ao tribunal competente. No Brasil vigem a democracia e o Estado Democrático de Direito, com rigorosa observância da ordem jurídica nacional.
Se de um lado há corrupção extrema, de outro está o Judiciário, personificado no juiz Moro, no Ministério Público e na Polícia Federal, que se mostra eficaz em combatê-la para colocar os corruptos na cadeia.

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