quinta-feira, 19 de março de 2015

SMARTPHONES: ESTÃO OUVINDO NOSSAS CONVERSAS

Cuidado: tem alguém ouvindo o que você diz para seu smartphone
Uma usuária do fórum Reddit apelidada de 'FallenMyst' compartilhou no site um relato sobre seu emprego, que consiste em verificar a precisão dos comandos de voz que as pessoas dão para seus smartphones. Ou seja: ouvir aquilo que os usuários conversam com assistentes pessoais como Cortana e Siri.

"Comecei em um novo emprego hoje na Walk N'Talk Technologies. Eu devo ouvir pessoas falando e avaliar a forma como o texto combina com o que é dito, sugerindo melhoras quando necessário [...] Gente, eu estou dizendo, se você já disse algo para o seu telefone, isso foi gravado... e há uma boa possibilidade alguém ouvi-lo. Ouvi de tudo, desde crianças perguntando coisas inocentes como 'Siri, você gosta de mim?' até um homem pedindo ao Galaxy para lamber seu ânus. Eu gostaria de estar brincando" , conta a usuária.

De acordo com FallenMyst, o emprego foi conseguido por meio de uma empresa de mineração de dados.

Quando alguém usa um software de reconhecimento de voz, todos os comandos são registrados e mantidos pelo fabricante. O contrato de licença do software da Apple, por exemplo, inclui uma nota em negrito sobre o uso do programa "Ao usar Siri ou Ditado, você concorda e consente com na coleta, manutenção, processamento e uso das informações, incluindo a entrada de voz e de dados do usuário para melhorar a funcionalidade de ditado e outros produtos e serviços da Apple”. Samsung e Microsoft incluem cláusulas semelhantes. O problema é que estes arquivos estão sendo ouvidos por estranhos. Quem faz o trabalho recebe cerca de US$ 0,01 a cada 10 gravações analisadas.

Um porta-voz da Apple afirmou que a empresa retira informações pessoais de gravações de voz antes de armazená-las para análise no banco de dados. Embora dentro dos limites legais, os clipes de voz não são uma prática conhecida pelos consumidores. "Só porque uma mensagem não começa com 'meu nome é' ou 'minha senha é' não significa que não há informações sensíveis lá dentro", explica Christopher Soghoian, diretor de tecnologia da ONG American Civil Liberties Union, focada na defesa de liberdades individuais das pessoas.



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