segunda-feira, 30 de março de 2015

MANIFESTAÇÕES: "PRECISAMOS SIM, DE UMA REVOLUÇÃO DE CONSCIÊNCIA"

OUTRO TURNO. OUTRO FOCO

publicado em sociedade por Bui

Não há sociedade sem conflito, da mesma forma que não há progresso sem racionalização. Mas o que fazer quando a própria sociedade impede o progresso, e esquece que existe outros meios de evoluir além dos meios que o sistema lhe provém? Nós precisamos de uma revolução? Sim, não de baionetas, mas de consciência.

Eu não sou PSDB, nem PT, eu sou brasileiro e isso basta. As pessoas saíram nas ruas pedindo a saída da presidente, mas tenho a absoluta certeza que a esmagadora maioria sabe o quão paliativo isso é. O Brasil não precisa de outro Presidente, ou outras eleições, ou uma intervenção alienígena. O que precisamos é de um transplante de coração, de uma mudança de hábitos cívicos, e acima de tudo precisamos de uma revolução, mas não uma revolução de baionetas e canhões, mas uma revolução da consciência, e o que de fato significa viver em um país sério e funcional.
Para as classes...não, classes não, afinal aqui não é a Índia para se dividir a população em castas, melhor começar diferente.
Para as pessoas com menor renda, e maiores dificuldades financeiras, um país melhor é um local onde eles possam comprar mais, ter mais, poder mais, e existir mais, o que é justo e louvável, afinal querer ser e ter coisas melhores na vida é o senso máximo de estar de fato vivo e não apenas existindo. Para as que estão no meio do bolo, elas basicamente querem estar em cima do bolo, podendo ser mais e ter mais, e isso se daria por meio de políticas de ajuste da capacidade de compra e de produção dessas pessoas.
As pessoas da parte de cima de bolo, apenas querem continuar lá, e se distanciar cada vez mais do resto do bolo, em uma cegueira estupida, e de não perceber que o resto do bolo é o que os sustenta.
Então como transformar um pedaço de terra continental, com infinitos recursos, em um local melhor para três grupos com aspirações tão diferentes? A resposta é dar possibilidades proporcionalmente iguais a cada grupo.
Não podemos deixar de dar aos menos favorecidos oportunidades de estarem na parte de cima do bolo, nem se pode retirar de quem está na parte de cima do bolo o mérito, muitas vezes suado de gerações na mesma família, para estar em uma condição mais favorável. Por mais que algumas pessoas já nasçam em famílias mais ricas, entendam que em algum momento, alguém ralou muito para deixar está família nesse patamar, e esse esforço não pode, nem deve ser desmerecido ou rejeitado, afinal, rejeitar isso, seria no mínimo inveja.
Claro tem muita gente tanto em baixo, como no meio e em cima do bolo que merece menos coisas boas do que outras, seja por seu comportamento ou ações, porém, se formos organizar toda uma sociedade com base nisso, seremos eternas vizinhas fofoqueiras. Bom a questão é, como organizar melhor o país na nossa atual situação? Acredito que beire o impossível mudar qualquer coisa na conjectura atual, não porque as pessoas não queiram, muito pelo contrário, todos querem, mas o sistema simplesmente impede.
Por exemplo, quando falamos de corrupção ou operação lava-jato e todos os investigados, e etc, por mais que prendam TODOS, a facilidade de cometer a corrupção continua existindo e principalmente, ainda que sejam punidos, a punição não chega nem aos pés do seu efeito final.
Outro exemplo de como o sistema é ineficaz, é o tão aclamado Feminicídio. Ressaltado e superada a sua necessidade de tipificação, uma rápida análise ,mostra o quão “areia nos olhos” ele é. Todo mundo contou que o referido crime é equiparado a crime hediondo, e que por isso a punição é mais severa certo? Errado, o que ninguém te falou, é que desde 2007 a lei dos crimes hediondos( Lei 8072/90 para os curiosos) foi modificada pela Lei 11.464/2007, incluindo a possibilidade de progressão de regime, claro com o lapso temporal maior que os crimes comuns, mas ainda sim, soltando de volta a sociedade, criminosos condenados por condutas extremamente abusivas a vida em sociedade, antes do fim da pena, então eu te falo meu jovenzinho, a conduta pode ser punida, mas nem de longe a punição se mostra efetiva, até porque mesmo quem nunca entrou numa prisão, sabe que quem entra lá “ruim” sai muito pior.
Mais um exemplo é a condição fiscal que vivemos, na qual pagamos em tributos, na qual o dinheiro simplesmente desaparece. Para se ter uma ideia, no Brasil se arrecada cerca de 3 MILHÕES de reais por MINUTO!!!!!!!!!!!!!!!! Se você não acredita, basta acessar o site do impostômetro, ou qualquer pesquisa de avaliação de custo de vida que seja da FGV ou IBGE e afins.
Não sei se resta alguma dúvida de que o sistema quebrou e trocar uma engrenagem ou outra não funciona, e se você ainda tiver alguma dúvida, abre a Constituição e dá uma lida nos primeiros sete artigos, e vê se tudo o que tá lá é aplicado para todo mundo.
As pessoas DEVEM sair as ruas sim, mas não só para reclamar e tirar foto para as redes sociais, mas para de fato se organizarem e debaterem melhores modos de organizar a sociedade em si. Lembrem-se de que apesar de já termos leis, e uma constituição em que tudo se baseia e se fixa, podemos sim pensarmos em maneiras diferentes e melhores de nos organizar. Para criar-se novos moldes, Leis e Constituições, basta querer, e por mais que te desencorajam, nunca se esqueçam de que a autodeterminação de um povo é soberano a qualquer regime, Lei ou bandeira.
A principal mudança de consciência de que temos de ter é de que, reclamar, não ajuda, se omitir também não ajuda, o que muda e ajuda é o fazer. Essa síndrome invisível de Rousseau, em que as pessoas acham que o Estado lhes deve tudo, pois eles pagam por isso com impostos e taxas, lembre-se de que em todo contrato, as duas partes devem fazer algo, e que se pagar tributos lhe garantisse algo, então você deixou de ser uma pessoa e passou a ser uma coisa, com preço e data de validade estimada.

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