segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

CÃES: ELES "SABEM" TUDO SOBRE NÓS


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Essas fofuras sabem mesmo quando você está bravo ou feliz. Eles são capazes de distinguir suas expressões faciais e entender o que você sente.

É o que garantem dois pesquisadores da Universidade de Vienna. Corsin Müller e Ludwig Huber mostraram a 11 cães uma sequência de imagens com pessoas tristes e felizes, colocadas lado a lado. Os rostos foram cortados na metade, antes que pudesse aparecer o sorriso, para evitar que os cachorros simplesmente associassem felicidade à aparição dos dentes.

Parte deles deveria descobrir quem carregava a expressão feliz e tocar o rosto correto na tela para receber uma recompensa. Já os outros seriam recompensados por apontar qual era o rosto bravo. Os cães entenderem e cumpriram bem a tarefa: eles compreenderam as expressões faciais de felicidade e insatisfação.

Os animais do segundo grupo, aqueles recompensados por apontarem expressões negativas, levavam mais tempo para selecionar o rosto na tela. Segundo a pesquisa, esse atraso é culpa das associações ruins com caras raivosas.

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Ah, olha só, isso não é só coisa de gato. Os cachorros também imitam o que os donos fazem.

Um grupo de pesquisadores da Universidade Eötvös Loránd, na Hungria, treinou oito cachorro spara ver  mesmo se eles imitam ou não o que a gente faz. Primeiro, os donos tiveram de ensinar: fizeram algo (tipo enfiar a cabeça num balde que estava no chão, ou andar em volta de um cone) e, alguns segundos depois, deram a ordem “faça como eu”. Fizeram o teste 19 vezes, com tarefas diferentes e em intervalos maiores (os cães tinham de imitar a ação até 10 minutos depois que os donos haviam feito). Em algumas situações, até levavam o cachorro para longe do cone (ou do balde). E, em todas as tentativas, os bichinhos refizeram os passos do dono.

Segundo a pesquisa, isso mostra que os cães têm memória declarativa – memória de longo prazo sobre fatos e eventos que podem ser relembrados conscientemente. “Eles fazem isso [nos imitar] naturalmente, porque são predispostos a aprender socialmente com a gente”, explicaÁdám Miklós, um dos pesquisadores
.
Espertinhos, não? Vai ver é por isso que eles gostam tanto de dormir na sua cama. Só estão te imitando…

Crédito da foto: flickr.com/themacinator

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Que fofura. E como você é o pai, claro, seu cachorro age como se fosse uma criança – mesmo se ele já estiver velhinho.

Foi o que 22 cachorros mostraram numa pesquisa liderada pela veterinária Lisa Horn, da Universidade de Viena, na Áustria. Ela os separou em três grupos: um terço ficaria sem o dono, enquanto os outros estariam acompanhados por eles – só que parte dos donos deveria se manter em silêncio, e outra parte deveria encorajar os cães a fazer as atividades. E tudo o que os bichinhos precisavam fazer era interagir com alguns brinquedos. Em troca, ganhariam comida.

Os cachorros que estavam com os donos passavam muito mais tempo brincando. Nem a comida servia para motivar os cães ‘abandonados’.

A pesquisadora refez o teste, mas dessa vez os donos foram substituídos por pessoas desconhecidas. Nenhum dos cães mostrou muito interesse pelos brinquedos.

Segundo Horn, os testes são suficientes para provar a existência da “área de segurança”. Ou seja, os cães se sentem mais seguros, confiantes e confortáveis na presença dos donos. Sem eles, tudo parece mais perigoso – e sem graça. E é exatamente o que acontece na relação entre pais e filhos pequenos. “Esta é a primeira evidência da similaridade entre o ‘efeito de base segura’ encontrado na relação dono-cachorro e na criança-pai”, diz a pesquisa.

Pra quem tem um bichinho é fácil perceber isso, não? Quantas vezes você não disse por aí que seu cachorro age sempre como se fosse uma criança?

Crédito da foto: flickr.com/mfhiatt


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Os primeiros sinais do amor aparecem naquela ansiedade em reencontrar a pessoa. Você não quer estar longe. E quando, enfim, estão juntos, o mundo todo para. É exatamente isso que seu cachorro experimenta com você: as dores e alegrias do amor romântico.

Quando sentem o cheiro do dono, o cérebro dos cães ativa uma área chamada núcleo caudado, associada às sensações de prazer. Em humanos, uma de suas funções é reagir positivamente às belezas visuais – mas ela também trabalha intensamente durante as primeiras fases do amor.

Foi assim que reagiram os 12 cachorros treinados para permanecer deitados e calmos em um aparelho de ressonância magnética. Pesquisadores americanos apresentaram a eles cinco cheiros distintos: o deles, o de um humano desconhecido e o do dono, e o de cachorros conhecidos ou não. E reagiam sempre mais intensamente ao cheiro do dono, ativando o tal núcleo caudado.
Segundo a pesquisa, essa é a maior prova de que os cães sentem mesmo um carinho especial pelos donos. Algo próximo ao amor romântico tão conhecido por nós.

Não são uns fofos?

(Via IFL Science)
Crédito da foto: flickr.com/soggydan/

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