sexta-feira, 4 de abril de 2014

FIO D'ÁGUA: BARRAGENS SEM FORMAÇÃO DE RESERVATÓRIOS OU LAGOS

Usina hidrelétrica a fio d'água 
Sabemos que a água é um recurso natural ainda abundante no planeta Terra, o volume estimado é de 1,36 bilhão de quilômetros cúbicos sobre 2/3 da superfície do planeta, essa água está disposta por meio de oceanos, rios, lagos e calotas polares; além de aquíferos.

Teoricamente, a energia hidrelétrica, gerada a partir do fluxo de água em usinas, é considerada limpa e uma das alternativas contra o aquecimento global, porém, a construção de uma hidrelétrica exige a disposição de áreas inundadas, deixando cidades e trechos de vegetação submersos. No caso da vegetação submersa há o perigo da geração do gás metano, considerado um maléfico gás de efeito estufa.

Uma das soluções para não inundar cidades e áreas verdes é a construção das usinas hidrelétricas a fio d’água, cujo sistema de produção não necessita de amplo reservatório e de gigantescas estruturas. Na fio d’água não é necessário a geração e manutenção de grande estoque de água e de barragem.

Esse modelo de hidrelétrica foi implementado na construção da Usina de Belo Monte, iniciando uma tendência de construção de hidrelétricas de médio e pequeno porte de fio d’água na região Norte do Brasil, outros exemplos na região Norte são as usinas de Santo Antônio e Jirau.

A hidrelétrica de Belo Monte, tão combatida pelos ambientalista pela sua intromissão numa área de rara biodiversidade natural e cultural, está inserida na Volta Grande do Xingu, com uma queda de 90 metros.

Quando há vazão de chuva, por exemplo, os grandes reservatórios das usinas hidrelétricas tradicionais passam por dificuldades para trabalharem em alto ritmo de geração de energia elétrica. As usinas de fio d’água, ao utilizarem a passagem contínua de toda a água utilizada, trabalham num ritmo estável, pois aproveitam as força da correnteza dos rios sem necessidade de estoque de água. As usinas de Piraju e Ourinhos trabalham com potência nominal de 50%.

As usinas de fio d’água possuem baixos fatores de capacidade, essa grandeza de fator de capacidade é calculada a partir da divisão da energia gerada ao longo do ano pela capacidade máxima que poderia ser gerada.  A usina de Jirau, por exemplo, instalada no rio Madeiro apresenta fator de capacidade médio de 58%.

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