quarta-feira, 19 de março de 2014

MACONHA: LIBERAÇÃO, NO BRASIL, PODE SER TRÁGICA

Opinião
Descriminalizar a maconha pode ser um
 tiro pela culatra

Enviado por Jorge Antonio Barros
Com base em inúmeros dados de pesquisa científica, fatos e depoimentos de estudiosos em drogas, especialmente psiquiatras, o tenente-coronel da reserva da PM do Rio de Janeiro, Milton Corrêa da Costa, defenderá, em palestra na próxima segunda-feira, dia 10, na reunião do Conselho de Segurança Pública, da Associação Comercial do Rio de Janeiro, o seu posicionamento contrário à descriminalização da maconha. O título da palestra será "Descriminalização da maconha: um tiro que pode sair pela culatra".

O trabalho a ser apresentado envolve pesquisas de alguns anos, que segundo o palestrante mostram o perigo da legalização da maconha num país de mais de 15 mil quilômetros de fronteiras vulneráveis e que não tem muita consistência o discurso da corrente progressista de que a guerra contra as drogas foi perdida no mundo.

-- Se este pensamento fosse verdadeiro, o Cartel de Medellin e Pablo Escobar não seriam coisas do passado na Colômbia e os mitos do tráfico no Rio de Janeiro não estariam presos -- lembrou o oficial da PM.

"Render-se ao inimigo (a droga), propondo uma estratégia suicida, escancarando a porta e estendendo o tapete para que mais e mais jovens possam ingressar no mundo de destruição e de outras drogas, é contra-senso. Uma lei antidrogas não pode beneficiar uma minoria que diz que fuma maconha e diz que vive no boa. Uma lei sobre drogas deve ter por finalidade precípua proteger a sociedade como um todo, especialmente sua juventude. Nem a ONU abraçou até aqui a proposta de legalização da maconha, considerando inclusive, que o caso recente do Uruguai, é uma tendência perigosa", diz Milton Corrêa.

Chama a atenção, no desenrolar da palestra, os estudos e depoimentos de psiquiatras de que o princípio ativo da maconha, o THC,( tetrahidrocanabinol), hoje muito mais potente em razão das mutações genéticas, conforme pesquisas, é fonte causadora de problemas no cérebro dos jovens em formação e pode levar à esquizofrenia. Um outro detalhe, no desenrolar do encontro, é que o oficial da PM separa o que é maconha medicinal de maconha recreativa.

Um depoimento de uma médica psiquiatra, inserido no conteúdo da palestra, também terá destaque:

"A cannabis fumada tem concentração maior de THC do que outros canabinoides. E qualquer droga fumada tem efeito rápido, criando maior potencialidade de dependência. A legalização no Brasil é impossível neste momento. Não temos sequer o controle da venda de cigarros e bebida alcoólica para adolescentes. Antes de qualquer coisa precisamos começar a fazer o dever de casa", diz Analice Gigliotti, psiquiatra da Santa Casa da Misericórdia/ RJ)
 

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