segunda-feira, 9 de setembro de 2013

CORRUPÇÃO: MINISTÉRIO DO TRABALHO E SUAS RELAÇÕES COM MARCOS VALÉRIO

PF ouve ex-secretário-executivo do Ministério do Trabalho sobre desvios na pasta

TNOnline FolhaPress
Por Paulo Peixoto

BELO HORIZONTE, MG, 9 de setembro (Folhapress) - O secretário-executivo do Ministério do Trabalho durante a gestão de Carlos Lupi (PDT), Paulo Pinto, e Simone Vasconcelos, ex-braço direito de Marcos Valério Fernandes de Souza, operador do mensalão, foram encaminhados pela Polícia Federal para prestar depoimento nesta segunda-feira, 9. 

Esses depoimentos, segundo a reportagem apurou, fizeram parte da Operação Esopo, deflagrada pela PF como consequência de investigações sobre desvios de verbas no Ministério do Trabalho em dez Estados e no Distrito Federal. A fraude pode ter movimentado por volta de R$ 400 milhões em cinco anos, estimam os policiais. 

Uma empresa de Simone Vasconcelos é acusada de fornecer notas forjadas para o esquema, organizado por uma Oscip, o Instituto Mundial do Desenvolvimento e da Cidadania (IMDC), que realizava convênios de fachada com o ministério no Distrito Federal e em dez Estados.

Os recursos desviados vinham de quatro frentes, segundo informaram delegados da PF em entrevista há pouco em Belo Horizonte: programas federais, estaduais e municipais, além do projeto Minas Trend, voltado ao setor de moda, com apoio da Fiemg, a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais, que também usava recursos federais. 

Dos 25 mandados de prisão temporária, 22 foram cumpridos na manhã desta segunda-feira. Das 12 "conduções coercitivas" para depoimentos, 11 foram efetivadas -entre elas, as de Paulo Pinto e Simone Vasconcelos. A Justiça expediu 44 mandados de busca e apreensão e 20 de sequestro de valores e bens. Ao todo foram 101 mandados.

A Justiça autorizou ações no Ministério do Trabalho em Brasília, na sede do governo estadual em Belo Horizonte e em várias prefeituras no interior de Minas Gerais.  


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