sexta-feira, 6 de setembro de 2013

ALTAMIRA-PA: IDH AINDA ABAIXO DA MÉDIA NACIONAL

Altamira é o 12° IDH do Pará

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O município de Altamira aumentou seu Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), apesar disso ainda está muito abaixo da média nacional 0,727. Confira o índice de Altamira, de acordo com o Atlas do Desenvolvimento Humano Brasil 2013.

O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de Altamira é 0,665, em 2010. O município está situado na faixa de Desenvolvimento Humano Médio (IDHM entre 0,6 e 0,699). Entre 2000 e 2010, a dimensão que mais cresceu em termos absolutos foi Educação (com crescimento de 0,226), seguida por Longevidade e por Renda. Entre 1991 e 2000, a dimensão que mais cresceu em termos absolutos foi Educação (com crescimento de 0,163), seguida por Longevidade e por Renda.

Evolução

Entre 2000 e 2010
O IDHM passou de 0,534 em 2000 para 0,665 em 2010 - uma taxa de crescimento de 24,53%. O hiato de desenvolvimento humano, ou seja, a distância entre o IDHM do município e o limite máximo do índice, que é 1, foi reduzido em 28,11% entre 2000 e 2010.

Entre 1991 e 2000
O IDHM passou de 0,386 em 1991 para 0,534 em 2000 - uma taxa de crescimento de 38,34%. O hiato de desenvolvimento humano, ou seja, a distância entre o IDHM do município e o limite máximo do índice, que é 1, foi reduzido em 24,10% entre 1991 e 2000.

Entre 1991 e 2010
Altamira teve um incremento no seu IDHM de 72,28% nas últimas duas décadas, acima da média de crescimento nacional (47,46%) e acima da média de crescimento estadual (56,42%). O hiato de desenvolvimento humano, ou seja, a distância entre o IDHM do município e o limite máximo do índice, que é 1, foi reduzido em 45,44% entre 1991 e 2010.

Altamira ocupa a 2776ª posição, em 2010, em relação aos 5.565 municípios do Brasil, sendo que 2775 (49,87%) municípios estão em situação melhor e 2.790 (50,13%) municípios estão em situação igual ou pior. Em relação aos 143 outros municípios de Pará, Altamira ocupa a 12ª posição, sendo que 11 (7,69%) municípios estão em situação melhor e 132 (92,31%) municípios estão em situação pior ou igual.

População

Entre 2000 e 2010, a população de Altamira teve uma taxa média de crescimento anual de 2,49%. Na década anterior, de 1991 a 2000, a taxa média de crescimento anual foi de 1,80%. No Estado, estas taxas foram de 1,02% entre 2000 e 2010 e 1,03% entre 1991 e 2000. No país, foram de 1,01% entre 2000 e 2010 e 1,02% entre 1991 e 2000. Nas últimas duas décadas, a taxa de urbanização cresceu 19,04%.

Estrutura Etária

Entre 2000 e 2010, a razão de dependência de Altamira passou de 64,22% para 53,81% e o índice de envelhecimento evoluiu de 3,45% para 4,39%. Entre 1991 e 2000, a razão de dependência foi de 75,45% para 64,22%, enquanto o índice de envelhecimento evoluiu de 2,21% para 3,45%.

Longevidade, mortalidade e fecundidade

A mortalidade infantil (mortalidade de crianças com menos de um ano) em Altamira reduziu 37%, passando de 27,6 por mil nascidos vivos em 2000 para 17,3 por mil nascidos vivos em 2010. Segundo os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio das Nações Unidas, a mortalidade infantil para o Brasil deve estar abaixo de 17,9 óbitos por mil em 2015. Em 2010, as taxas de mortalidade infantil do estado e do país eram 20,3 e 16,7 por mil nascidos vivos, respectivamente.

A esperança de vida ao nascer é o indicador utilizado para compor a dimensão Longevidade do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM). Em Altamira, a esperança de vida ao nascer aumentou 10,5 anos nas últimas duas décadas, passando de 63,1 anos em 1991 para 70,1 anos em 2000, e para 73,6 anos em 2010. Em 2010, a esperança de vida ao nascer média para o estado é de 72,4 anos e, para o país, de 73,9 anos.

Educação

Crianças e Jovens


A proporção de crianças e jovens frequentando ou tendo completado determinados ciclos indica a situação da educação entre a população em idade escolar do município e compõe o IDHM Educação.

No período de 2000 a 2010, a proporção de crianças de 5 a 6 anos na escola cresceu 48,78% e no de período 1991 e 2000, 111,70%. A proporção de crianças de 11 a 13 anos frequentando os anos finais do ensino fundamental cresceu 129,08% entre 2000 e 2010 e 104,67% entre 1991 e 2000.

A proporção de jovens entre 15 e 17 anos com ensino fundamental completo cresceu 104,13% no período de 2000 a 2010 e 152,64% no período de 1991 a 2000. E a proporção de jovens entre 18 e 20 anos com ensino médio completo cresceu 100,08% entre 2000 e 2010 e 236,87% entre 1991 e 2000.

Em 2010, 53,50% dos alunos entre 6 e 14 anos de Altamira estavam cursando o ensino fundamental regular na série correta para a idade. Em 2000 eram 37,27% e, em 1991, 19,34%. Entre os jovens de 15 a 17 anos, 24,80% estavam cursando o ensino médio regular sem atraso. Em 2000 eram 8,76% e, em 1991, 1,45%. Entre os alunos de 18 a 24 anos, 6,54% estavam cursando o ensino superior em 2010, 1,92% em 2000 e 0,11% em 1991.

Nota-se que, em 2010 , 6,87% das crianças de 6 a 14 anos não frequentavam a escola, percentual que, entre os jovens de 15 a 17 anos atingia 22,06%.

População Adulta

A escolaridade da população adulta é importante indicador de acesso a conhecimento e também compõe o IDHM Educação.

Em 2010, 46,11% da população de 18 anos ou mais de idade tinha completado o ensino fundamental e 26,98% o ensino médio. Em Pará, 47,35% e 29,13% respectivamente. Esse indicador carrega uma grande inércia, em função do peso das gerações mais antigas e de menos escolaridade.

A taxa de analfabetismo da população de 18 anos ou mais diminuiu 17,42% nas últimas duas décadas.

Anos Esperados de Estudo

Os anos esperados de estudo indicam o número de anos que a criança que inicia a vida escolar no ano de referência tende a completar. Em 2010, Altamira tinha 8,65 anos esperados de estudo, em 2000 tinha 7,33 anos e em 1991 6,99 anos. Enquanto que Pará, tinha 8,49 anos esperados de estudo em 2010, 6,80 anos em 2000 e 6,48 anos em 1991.

Renda

A renda per capita média de Altamira cresceu 78,00% nas últimas duas décadas, passando de R$276,44 em 1991 para R$401,93 em 2000 e R$492,05 em 2010. A taxa média anual de crescimento foi de 45,40% no primeiro período e 22,42% no segundo. A extrema pobreza (medida pela proporção de pessoas com renda domiciliar per capita inferior a R$ 70,00, em reais de agosto de 2010) passou de 25,07% em 1991 para 10,44% em 2000 e para 11,25% em 2010.

A desigualdade diminuiu: o Índice de Gini passou de 0,59 em 1991 para 0,58 em 2000 e para 0,56 em 2010.

Trabalho

Entre 2000 e 2010, a taxa de atividade da população de 18 anos ou mais (ou seja, o percentual dessa população que era economicamente ativa) passou de 65,37% em 2000 para 67,97% em 2010. Ao mesmo tempo, sua taxa de desocupação (ou seja, o percentual da população economicamente ativa que estava desocupada) passou de 9,74% em 2000 para 6,36% em 2010.

Em 2010, das pessoas ocupadas na faixa etária de 18 anos ou mais, 18,63% trabalhavam no setor agropecuário, 0,87% na indústria extrativa, 6,86% na indústria de transformação, 7,18% no setor de construção, 0,62% nos setores de utilidade pública, 16,65% no comércio e 43,02% no setor de serviços.


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