segunda-feira, 26 de agosto de 2013

ESCALPELAMENTO: NORTE ENERGIA VAI PATROCINAR CURSO DE PREVENÇÃO EM ALTAMIRA-PA

Combate ao escalpelamento no interior depende do apoio de prefeitos
 Maiara Pires
Do G1 AP
Equipe da Capitania dos Portos colocando a proteção de metal no motor de um barco na Feira do Açaí, no complexo do Ver-o-peso, em Belém (Foto: Natália Mello/G1)
Equipe da Capitania dos Portos colocando a proteção de metal no motor de um barco na Feira do Açaí, no complexo do Ver-o-peso, em Belém (Foto: Natália Mello/G1)

O comandante da Capitania dos Portos do Amapá, Carlos Neves, disse nesta terça-feira (20) que a instituição precisa do apoio das prefeituras amapaenses para intensificar as ações de combate ao escalpelamento - acidente em que o couro cabeludo é arrancado pelo eixo do motor de embarcações.

O primeiro caso de 2013 no Amapá foi registrado no domingo (18), no município de Porto Grande, a 108 quilômetros de Macapá. A menina de 10 anos acidentada foi submetida a procedimento cirúrgico nesta terça-feira (20), no Hospital de Emergências da capital, e está em observação.

"Para chegarmos às localidades mais distantes de Macapá e Santana, onde concentramos nossas atividades, precisamos do apoio mútuo das prefeituras com estadia e hospedagem", reforçou o comandante, referindo-se às leis que preveem remunerações de militares em deslocamento. "Eles só não precisam ser indenizados se aonde chegarem, eles receberem alojamento e alimentação", complementou.

O combate ao escalpelamento pela Capitania dos Portos consiste na cobertura do eixo do motor, além de fiscalizações e multas aos donos de embarcações que não fizerem essa proteção. "Quando fazemos grandes campanhas de fiscalização, levamos a bordo de embarcações de maior porte, uma estrutura para distribuir o kit de proteção aos ribeirinhos", explicou.

Carlos Neves informou que as fiscalizações em Macapá e Santana ocorrem, principalmente, de sexta-feira a domingo, "período de maior fluxo de embarcações navegando nos rios do Amapá", disse.

Para que as equipes atendam a outros municípios, é necessário uma solicitação dos órgãos públicos para que a Marinha providencie o deslocamento dos militares. "Não é impossível, desde que seja feita essa solicitação e recebamos o apoio das entidades públicas", ressaltou.

Curso

Em setembro de 2013, uma equipe de 30 militares deve ir até a cidade de Altamira (PA), onde a Capitania dos Portos do Amapá tem jurisdição, para ministrar um curso de 50 horas a 180 ribeirinhos. Eles vão aprender a conduzir um barco a motor com até oito metros de comprimento. A solicitação foi feita pela prefeitura local, segundo Neves.

A hospedagem, estadia, alimentação e passagem serão custeadas pela empresa responsável pela construção da barragem de Belo Monte.


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